Após intervenções acústicas, Arena Fonte Nova retoma calendário de eventos não-esportivos
Foto: Vaner Casaes / Agência Bapress
Após ser proibida pela Justiça de realizar eventos não-esportivos, a Itaipava Arena Fonte Nova precisou reformular todo o seu calendário de atividades. Neste sábado (15), o espaço retoma sua programação cultural com os shows de Maria Rita e Marcelo Jeneci, que se apresentam a partir das 20h, na Tenda da Praça Sul. Para setembro, já estão confirmadas as apresentações das bandas Skank e Sinara e o encontro inédito de Alceu Valença e Elba Ramalho, nos dias 5 e 26, respectivamente, dentro do projeto Som na Fonte. Segundo Bruno Leal, coordenador de eventos da Arena, a liminar que solicitou a proibição de shows se baseava em uma reclamação registrada por moradores do entorno, ainda em 2013, no início da operação da Arena, que alegavam excesso de barulho no local. Em maio deste ano, após liberação judicial, uma nova decisão determinou que a grade de eventos da Fonte Nova fosse cancelada mais uma vez, sob alegação de que o equipamento não investiu em isolamento acústico necessário. Para atender aos requisitos de funcionamento, a Arena realizou uma série de intervenções acústicas, que incluem instrumentos de redução de ruído, tecidos de absorção acústica em toda a Tenda da Praça Sul, a instalação de barreiras acústicas e o monitoramento contínuo dentro e fora do evento. "Desde então [novembro de 2013], nenhuma notificação foi recebida, atestando a plena capacidade de receber eventos. Apesar das questões judiciais ocorridas este ano, atualmente a Arena está autorizada a receber eventos não-esportivos, desde que obedecidos os limites de emissão sonora estabelecidos na Lei Municipal 5354/98", explica Leal. Alvo constante de críticas pela qualidade do som (em novembro de 2014, as apresentações do ator Paulo Gustavo e de Roberto Carlos apresentaram problemas técnicos), a Arena também tem se dedicado a melhorar a imagem que fica do espaço junto ao público, mas esbarra na decisão dos produtores dos eventos, que são responsáveis por definir a estrutura de som adotada. "O diálogo é constante, mas o poder de decisão é sempre do produtor. De qualquer forma, estamos evoluindo nesta questão e, pró-ativamente, simulando cenários nos mais diversos espaços que temos disponíveis. No caso da Praça Sul, por exemplo, teremos a partir de agora uma solução acústica mais confortável para o público, com caixas de som distribuídas por todo o espaço e não apenas nas laterais do palco com som mais alto. Isso será estudado também para o Anfiteatro Norte e para eventos que usem toda arena", destaca Bruno. Outra crítica feita à Fonte Nova é o valor cobrado para a realização de eventos, considerado caro entre os produtores locais.  Com a aposta da Arena em eventos de médio porte como o Som na Fonte, existe a expectativa de que a promoção de eventos no local fique mais acessível. Quanto a isso, o coordenador afirma que já estão sendo pensadas estratégias para reverter a imagem de espaço exclusivo para grandes produções e levar outros eventos ao local. "Temos tido boas conversas com o mercado para entender essa questão. Estamos trabalhando para reverter isso e acho que estamos conseguindo, visto a grande procura e concorrência de datas. Mas oferecemos aqui uma estrutura moderna e diferenciada, com altos padrões de segurança e conforto", ressalta Leal, e avalia: "Nosso trabalho é incentivar a cultura, o entretenimento, a geração de emprego e renda. Tudo isso movimenta a economia local e afeta diversos setores, como turismo/hotelaria, gastronomia etc. Este é um espaço multiuso dos baianos e trabalhamos diária e arduamente para comprovar isso".

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