Sábado, 22 de Julho de 2017 - 05:02

Itaparica, carta ao velho amigo

por Otto Freitas

Itaparica, carta ao velho amigo
O nosso Otto Gordo presta homenagem mais que merecida ao grande João Ubaldo Ribeiro, no mês em que se completam três anos da morte do escritor, mais precisamente no dia 18. O Gordo fala da Ilha de Itaparica, o xodó de Ubaldo e local onde escreveu Viva o Povo Brasileiro, para mim a obra prima. Aproveita também para falar da ilha de antes e de agora lembrando o avô, o velho Miranda. Diz o Gordo: “Segue também outro poema sobre Itaparica, onde meu avô materno nasceu. Vivíamos lá, nas férias de meio de ano e de fim de ano, desde a infância. Adulto, cheguei a ter casa na ilha, e sempre encontrava Ubaldo (fiquei amigo dele no tempo da Tribuna; ele redator-chefe, e eu o seu editor executivo) para longos papos e muito Old Eight no largo da Quitanda”. Assim é o Gordo, assim era João Ubaldo. Carlos Navarro Filh

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Sábado, 15 de Julho de 2017 - 05:05

Antígona e Tessa

por Emiliano José

Antígona e Tessa
Com esse texto de Emiliano homenageio duas amigas, a querida colega de escola e de trabalho Mariluce Moura e a filha dela, Tessa. E também a Gildo, que conheci brevemente no tempo do Jornal da Bahia, no qual, ainda estudantes, eu e Mariluce, nos iniciamos na profissão. Era um tempo duro, de triste lembrança, que não pode ser esquecido. Sobrevivente da fase mais cruel da ditadura, Mariluce relatou esses fatos, não faz muito, em audiência pública da Comissão Estadual da Verdade. O texto abre o sexto capítulo do livro recém-lançado por Emiliano, o quinto volume de "Galeria F – Lembranças do mar cinzento", tendo por título "A última clandestina em Paris e outras histórias". Carlos Navarro Filho

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Sábado, 08 de Julho de 2017 - 05:04

MARINA

por Carlos Ribeiro

MARINA
O escritor Carlos Ribeiro volta em grande estilo e nos provoca à reflexão nesse texto com viés de realismo fantástico, mostrando o subconsciente atormentado de quem torturou e matou, agora torturado pelas tantas vítimas. Os algozes da ditadura, 1964/1985, pagaram o resto da vida, muitos deles, perseguidos por imagens e gritos lancinantes nos pau-de-arara, nas cadeiras do dragão, nos afogamentos. Conheci alguns, inclusive um que vez por outra frequentava a minha redação, na sucursal do Estadão, em Salvador, tal qual alma penada, terço na mão, falando nada com nada. Ali trabalhava um colega por ele torturado. Ele ia lá pedir perdão. Nós, da Comissão Estadual da Verdade, conhecemos inúmeros casos de torturas relatados em depoimentos pelos sobreviventes. Vejo também nesse texto de Carlos uma contribuição para não nos deixar esquecer. E para acabar com os resquícios que permanecem na violência das prisões arbitrárias, constrangimentos ilegais e espancamentos nas cadeias brasileiras. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 01 de Julho de 2017 - 05:08

O BARBEIRO DE SERRILHA

por Lázaro Carvalho

O BARBEIRO DE SERRILHA
Esta é a interessante história de Rubinho, um lavrador que virou esteticista e seguia feliz da vida com o estúdio montado em uma cidadezinha. Atraiu as mulheres do lugar para os seus serviços de depilação íntima, mantinha-se ocupado em todo o expediente, era o progresso do depyl fashion que batera às portas do universo feminino daquela comunidade. É a história também do infortúnio de um qualificado profissional ao ousar suspender, sem mais nem menos, o maravilhoso serviço prestado às mesmas mulheres que o endeusavam. É Lázaro Carvalho de volta em grande estilo. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 24 de Junho de 2017 - 05:03

As revelações de um ex-escravo

por Biaggio Talento

As revelações de um ex-escravo
O jornalista Biaggio Talento, que além de escritor é também pesquisador do Brasil colônia e império, em especial dos registros históricos religiosos na Bahia, nos traz a interessante história de um ex-escravo e o testamento que deixou destinando bens e dinheiro para proteger os mais chegados que ficaram e, ao mesmo tempo, assegurar a entrada no céu, após uma passagem rápida da alma pelo purgatório. Biaggio é autor de “A Economia da Salvação - uma história da domesticação da morte em Salvador por mercadores de escravos e usurários – séculos XVI-XIX”, que recebeu a medalha de prata, na categoria ensaio, no Concurso Internacional Literário da União Brasileira dos Escritores (UBE), em 2014. Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 17 de Junho de 2017 - 05:09

ATAS DA CONFRARIA

por Jorge Ramos e Biaggio Talento

ATAS DA CONFRARIA
Revirando aqui as minhas gavetas digitais, sou moderno, o que aliás não é mais vantagem pois nem os menos modernos operam hoje de outra maneira para guardar nada, encontrei esses trechos de atas da nossa confraria. Isso mesmo, tínhamos atas e na discussão e aprovação delas gastávamos pelo menos metade do conteúdo da garrafa inicial de uísque, sem contar uns poucos bededores de cerveja, que também esvaziavam copos. O titular das atas era Jorginho, cachoeirano que a gente desconfia ser de Sambaíba na fronteira com Campos do Rio Real, hoje Tobias Barreto, em Sergipe, e no seu impedimento assumia Biaggio, um dos novatos da corriola. Vocês vão ler aqui fragmentos originais do ano da graça de 1996, portanto sem edição nem censura, à exceção de umas duas citações politicamente incorretas relativas à pessoas, a bem dizer às mulheres. Nem pensar em nos acusar de machismo, porque já havia mulheres na confraria que defendiam e aprovavam as atas com louvor. Elas são a nossa vacina contra as más línguas. Vocês vão gostar. P.S.: Mais informações da confraria vocês têm no Goroba, o livro que conta a história. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 10 de Junho de 2017 - 05:10

ALAGOINHAS

por Pedro Marcelino

ALAGOINHAS
Alagoinhas, a minha segunda terra, a primeira é Iaçu, onde nasci, é homenageada nesta semana em texto de Pedro Marcelino, extraído do livro “Alagoinhas o que a memória guarda”, lançado por ele em 2015, pela FIGAM Editora. Além do prefácio de Walter Queiroz e das reverências de Antônio Torres e Jean Wyllys, além de outros alagoinhenses naturais e adotados, o livro conta em ricas crônicas de textos curtos e acessíveis um pouco da história da cidade, a vida política e social, cultura, festas e figuras populares, personagens. Quem é de Alagoinhas, ou lá viveu, ou do distrito de Igreja Nova, local de nascimento de Pedro Marcelino, vai gostar e reencontrar-se no trabalho do autor. Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 03 de Junho de 2017 - 05:10

O VENCEDOR

por Cristiano Teixeira

O VENCEDOR
Aproveito esta publicação de Cristiano Teixeira para homenagear o grande artista plástico Floriano Teixeira, pai do escritor, cuja vida foi contada pelo filho na Coleção Gente da Bahia, selo da Alba. Pelo livro fica-se sabendo que Floriano nunca desenhava diretamente na tela. Primeiro definia tudo em papel vegetal e só depois de pronto e transposto à tele é que a obra recebia as tintas. Nos anos 1970 editei uma revista chamada ViverBahia e uma das capas mais belas foi feita pelo Floriano, hoje não mais entre nós. Voltando a Cristiano, o autor dá uma pincelada no trabalho dos camelôs da Estação da Lapa. Camelô hoje é tratado por vendedor ambulante, deve ser a forma politicamente correta de dizer. Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 27 de Maio de 2017 - 05:07

UM QUADRO TÉCNICO

por Flávio VM Costa

UM QUADRO TÉCNICO
O nosso Flávio Costa está me saindo melhor que a encomenda. Você verá isso neste texto forte, direto, em que ele aborda a Bahia, sua gente, crenças, costumes e a política local por uma ótica muito própria, valendo-se do viés dos dramas e dilemas existenciais, do comportamento. Um Quadro Técnico é um dos textos vencedores do concurso promovido, em 2016, pela grife e pela editora italianas Prada Feltrinelli Prize e está no novo livro do autor “Tenente Marcus - Narrativas”, a ser lançado no segundo semestre. No ano passado Flávio, que hoje vive em São Paulo e é repórter do UOL, publicou “Caçada Russa & Outros Relatos”, pela Editora Penalux. Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 20 de Maio de 2017 - 05:30

URUBUS

por Otto Freitas

URUBUS
O bom e velho Otto Gordo volta fazendo pensar, provocador, lançando setas ao sentimento, instigante, falando de alma, de gente, de vida, do amor, desencanto, desassossego. É um Otto que não conhecia até agora, em uma poesia que transita entre a dor, a angústia e a esperança: “Assim será, até que um anjo me empreste as asas e me ensine a voar de novo”. Forte, direto, duro, mas sem perder a ternura, já disse alguém. É um Otto rico. Viver dói. Carlos Navarro Filho

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