Sábado, 20 de Janeiro de 2018 - 12:35

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

por Cristiano TEixeira

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
Do alto do seu território independente do Rio Vermelho, Cristiano Teixeira nos fala do bar de Ana, uma negra baiana devota de Santa Bárbara, imenso coração, vozeirão, em cujo estabelecimento acanhado faltava espaço para tantos clientes, que terminavam por formar rodas de bate-papo pela calçada, felizes de comer aquele pirão e virar aquela cerveja gelada. Boteco familiar, pois todos eram amigos e vizinhos, típico, aliás, de cidades brasileiras, mas que em Salvador tornaram-se lenda nos anos dourados. Certamente ainda há quem se lembre de Semírames, em Cosme de Farias, Edésio Alagoano, nas 7 Portas, Manolo e Tião Motorista, na Boca do Rio, e tantos outros. Mate a saudade. Carlos Navarro Filho

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018 - 10:09

ALAGOINHAS

por Carlos Navarro Filho

ALAGOINHAS
Rememoro aqui a chegada de um seminarista, pré-adolescente, à cidade de Alagoinhas em uma noite chuvosa de dezembro, chuva de verão, forte e rápida. Ali viveu até passar no vestibular e ir estudar em Salvador, em pleno mandato de vereador. Este texto faz parte de uma recém lançada antologia sobre o município, sua gente e aspectos culturais, sociais e econômicos, denominada “Grandes Coisa”, editada pelo escritor local Pedro Marcelino. Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 06 de Janeiro de 2018 - 05:11

Antônio, Chico, o Porto do Moreira

por Florisvaldo Mattos e Carlos Navarro Filho

Antônio, Chico, o Porto do Moreira
Saíamos desalentados do enterro de Moreira e pedi a Flori que me enviasse o texto com o qual homenageara o amigo nas redes sociais. Outro amigo, Nestor Mendes Júnior, tinha feito o mesmo em um jornal, mas já o tinha perdido de vista. A ideia era prestar uma homenagem nossa, da confraria, e dos amigos que quisessem falar de Moreirão. O Porto do Moreira, que no fim dos anos 1950 era frequentado pela Geração Mapa, de Glauber, Mestre Calá, Flori, Paulo Gil Soares, Ângelo Roberto, Fred Souza Castro, Anysio Melhor e Guerrinha Lima, abrigou por um bom tempo a nossa confraria. E logo depois da conversa com Flori recebi a intimação de Biaggio, “pô você tem de escrever alguma coisa”. E aí está Braz, republico um conto do “Goroba”, escrito para homenagear os irmãos Moreira, Antônio e Chico. Saudades, Moreirão. Ah! Mesmo sem ter sido avisada, Andrea Farias participa da homenagem com a foto. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 30 de Dezembro de 2017 - 05:01

ESPUMAS

por Ruy Espinheira Filho

ESPUMAS
Vamos entrar 2018 em alto estilo com a poesia e a arte de Ruy Espinheira Filho, um dos grandes da Bahia. Selecionei este Espumas faz algum tempo, guardando-o para uma ocasião especial. E nada mais especial do que sapecar 2017 fora e esquecê-lo. Também, é só isso com relação ao Ano Novo, tenho cá minhas desconfianças com ele. Vamos ver o que será. Sou cético por natureza, mas, no fundo, no fundo, um incorrigível acreditador de que um dia veremos este país mais igual, ou, pelo menos, menos desigual. Faço disso uma das razões de viver. Com a poesia Ruy, bom Ano Novo. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 23 de Dezembro de 2017 - 11:25

JOÃO DA ROÇA VELHA

por Carlos Navarro Filho

JOÃO DA ROÇA VELHA
“Seu’ João da Roça Velha era um homem de fibra, muita fibra. Foi tropeiro, desde menino, até aparecerem as primeiras estradas. Montou roça, criou a família, pegou em armas contra latifundiários para defender os seus e o seu ponto de vista, quando tentaram acabar as plantações de subsistência e substituí-las por nicuri, de cujas palmas tiravam o pó de palha para alimentar a indústria de matéria plástica que se iniciava. Migrou, nunca mais voltou, morreu velho, um bravo. Este conto está no livro “Goroba”, que pode ser encontrado na Saraiva do Iguatemi e na LDM do Paseo (se não achar faça contato que mando). Bom Natal. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 16 de Dezembro de 2017 - 05:27

Martin: Memórias de um judeu favelado (II)

por Nelson Cerqueira

Martin: Memórias de um judeu favelado (II)
Continue a leitura do primeiro capítulo do livro do escritor e jornalista Nelson Cerqueira, nascido em Irará, de ascendência judaica e que moldou o personagem central desse romance na imagem do próprio avô, tornando-o de certa forma um romance autobiográfico. As aventuras aqui narradas foram protagonizadas, de um forma ou de outra, pelo autor. A primeira parte foi publicada na semana passada (9/12). Boa leitura. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 09 de Dezembro de 2017 - 05:17

Martin: Memórias de um judeu favelado (I)

por Nelson Cerqueira

 Martin: Memórias de um judeu favelado (I)
O escritor e jornalista Nelson Cerqueira incorpora a culinária e tradição judaicas no romance Martin: Memórias de um judeu favelado, recém-lançado, e tem uma colagem do próprio avô como protagonista. O autor descende de judeus e para escrever pesquisou a vida de gente tipo Sílvio Santos, que foi camelô na Augusta, em São Paulo, Samuel Klein e Joseph Levy para desenhar o perfil de Martin. A história é contada em treze jantares da cozinha judaica, mesmo que servidos no Vietnam, nos Estados Unidos ou na Europa. Além dos estudos e ensaios publicados, é um novo Nelson que se nos apresenta nesse romance com um texto leve, direto, cirúrgico nas frases curtas, muito bom de ler. Dividi o primeiro capítulo em duas partes. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 02 de Dezembro de 2017 - 05:28

CONVERSA DE RUA

por Elieser Cesar

CONVERSA DE RUA
Aqui, o pessoal costuma aplaudir o por do sol... - E o sol agradece? - Nem tchum! Este é o poeta, escritor e jornalista Elieser Cesar que nos traz os seus Conversa de Rua, poemas curtos abordando o cotidiano, o comportamento, falando da vida. Os CR, também denominados por ele de Micro Jornalismo, são curtos e objetivos que nem o haikai, mordazes e satíricos que nem o lendário Cuíca de Santo Amaro. Os CR são a poesia do dia-a-dia, crua, às vezes sutil, às vezes lúdica, ingênua. Assim é a arte, assim são os poetas. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 25 de Novembro de 2017 - 05:03

ACADEMIA DOS REBELDES

por Florisvaldo Mattos

ACADEMIA DOS REBELDES
O poeta e jornalista Florisvaldo Mattos nos sintetiza no presente texto a palestra, sob o título de “Academia dos Rebeldes – O salto da modernidade na Bahia nos anos 1930”, que pronunciou no Curso Jorge Amado 2017 – VII Colóquio sobre Literatura Brasileira, promovido pela Academia de Letras da Bahia e Fundação Casa de Jorge Amado. É uma importante aula do mestre Flori sobre os ventos de mudança que enfrentaram o conservadorismo cultural dominante à época, que vedava novas ideias, ainda mais se revestidas com cores de vanguarda. Nesse ambiente é que, juntamente com outros adolescentes, Jorge (que aí aparece na formatura em Direito) inicia a vitoriosa carreira literária. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 18 de Novembro de 2017 - 05:03

ABRAÇO DE UM ESTRANHO

por Cristiano Teixeira

ABRAÇO DE UM ESTRANHO
Quem está de volta é Cristiano Teixeira com a sua prosa do quotidiano urbano nas grandes e pequenas cidades. E até mesmo povoados, na zona rural. A vida já não vale mais nada, entendem os que sofrem a violência do dia-a-dia no bairro onde vivem, na rua em que transitam. E na situação que atravessamos, sendo vendidos e mal pagos em nossos direitos e patrimônio, caminhamos candidatos a norte-americanos. Já, já, o cristão chegará em um local público metralhando geral. A bancada da bala está aí mesmo para facilitar as coisas. Carlos Navarro

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