Após desenhar política cultural de Salvador, Guerreiro projeta gestão criativa na FGM
À frente da Fundação Gregório de Mattos desde 2012, Fernando Guerreiro destacou as principais conquistas dos seus quatro anos de trabalho, dentre elas a retomada da própria FGM e a criação de políticas públicas voltadas para a cultura, em nível municipal. “Primeiro eu acho muito importante é que a gente conseguiu trazer a Fundação de volta para a cidade de Salvador. A gente tinha uma cidade sem política cultural, praticamente. Por mais contraditório que possa parecer, quando cheguei na prefeitura eu encontrei a classe artística desmobilizada”, avaliou. Guerreiro falou ainda sobre outros pontos fortes de sua gestão, como a reinauguração de espaços culturais e o lançamento de editais que permitiram a descentralização da política de incentivo em Salvador. “A gente tinha uma Barroquinha [Espaço Cultural da Barroquinha] subutilizada, um Benin [Casa do Benin] subutilizado e um [Teatro] Gregório de Mattos fechado há oito anos”, disse ele. “Com os editais nós chegamos a 90 bairros, com projetos acontecendo na cidade inteira”, informou. Fernando Guerreiro disse ainda que nesta primeira etapa a FGM fez o “trabalho pesado” e que agora, mantido numa segunda gestão, poderá exercitar seu lado mais criativo. Com mais de 40 anos de teatro, ele contou ainda que conciliará o papel de presidente da Fundação, com o de artista. “Eu volto pro palco, porque são praticamente quatro anos que eu não fiz nada, então eu já comecei a me desesperar”, disse Guerreiro, que já revelou alguns planos futuros. “Talvez eu faça algumas remontagens. Talvez eu refaça ‘Abismo de Rosas’”, disse ele, que também pretende fazer uma espécie de stand up comedy onde irá contar causos e entrevistar artistas como Ivete Sangalo e Zéu Britto. Confira a entrevista completa.

Leia mais

‘Um trabalho titânico’, diz Aderbal Duarte sobre LP do Sexteto do Beco que ganha reedição
O primeiro e único disco do emblemático grupo instrumental baiano Sexteto do Beco, lançado em 1981, ganhou uma reedição remasterizada em vinil e CD, além de uma versão digital para download e um site com a história da banda. O lançamento do projeto acontece nesta sexta-feira (9) em São Paulo, e no sábado (10), às 17h, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, com a participação de Aderbal Duarte, um dos fundadores do Sexteto, ao lado de Sergio Souto e Thomas Gruetz, ambos já falecidos. Em entrevista ao Bahia Notícias, Aderbal falou sobre o processo de produção do álbum lançado de forma independente na década de 1980, e considerado uma raridade entre os colecionadores. “Foi tudo um trabalho titânico. Primeiro, que não tinha a tecnologia em Salvador pra poder gravar um grupo deste tamanho. Então a gente teve que ir a São Paulo duas vezes pra poder fazer essa gravação”, lembra o artista, revelando ainda que foi através da colaboração de pessoas comuns e amantes da música, que o disco foi viabilizado. Aderbal falou ainda sobre a origem do projeto, que era também um sonho de Sergio Souto, criticou o mercado musical na Bahia, que segundo ele “é o mesmo mercado desde Dorival Caymmi, não mudou muito não”. O artista destacou também a importância do axé, considerado por ele um motor para a inclusão de Salvador no circuito comercial da música. Confira a entrevista completa:

Leia mais

Hiperfoto: Francês usa repetição de imagens em exposição única sobre Salvador
Os painéis do fotógrafo francês Jean-François Rauzier, 64 anos, costumam reunir centenas de fotos em uma única imagem, através de colagens feitas em computador. Na capital baiana, por exemplo, o artista conta que fez cerca de 10 mil fotos por dia durante uma semana. “Ao percorrer Salvador da Bahia, fui imediatamente capturado por sua atmosfera mística, suas inúmeras igrejas, seus terreiros, símbolos que ritmaram minha visita”, contou Rauzier sobre sua estadia na cidade em novembro do ano passado. O resultado desse, e de outros trabalhos, poderá ser conferido pelo público na exposição gratuita Hiperfoto-Salvador, que abre nesta quinta-feira (10), às 18h, na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Em entrevista ao Bahia Notícias, Rauzier ainda contou as experiências que viveu em Brasília e Rio de Janeiro, além de revelar maiores detalhes sobre o processo criativo de sua arte.

Leia mais

Lázaro Ramos vivencia ‘coroação’ de ‘O Topo da Montanha’ com apresentações em Salvador
O ator baiano Lázaro Ramos não esconde a satisfação proporcionada por apresentar o espetáculo “O Topo da Montanha” em Salvador nesse final de semana. “É uma coroação desse espetáculo para mim. Tem muito de Bahia e muito do que aprendi em Salvador, e no Bando de Teatro Olodum dentro desse espetáculo. Poder fazer em Salvador, traz aquela sensação de que não adianta você ser visto pelo mundo todo se sua mãe não te vê”, comparou em entrevista ao Bahia Notícias. Na peça em que contracena com a esposa e atriz Taís Araújo, Lázaro dá vida ao pastor protestante e ativista político norte-americano Martin Luther King Jr. no exercício imaginativo do que teria sido a última noite de sua vida, antes de ser assassinado em abril de 1968. Solícito e bem humorado, o ator conversou sobre o espetáculo e outros projetos, como o programa de entrevistas “Espelhos” e a série “Mister Brau”.

Leia mais

Quinta, 13 de Outubro de 2016 - 11:00

Para Grupo Botequim, lançamento de álbum após 10 anos celebra o samba de roda

por Ailma Teixeira

Para Grupo Botequim, lançamento de álbum após 10 anos celebra o samba de roda
Após 10 anos de carreira com foco na valorização do samba de roda, o Grupo Botequim lança seu primeiro álbum, com 13 canções autorais do gênero. Uma celebração à história do grupo, como eles definem, “Festa no Botequim” será lançado nesta sexta-feira (14), com uma roda de samba, no Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo – palco já tradicional do grupo, que se apresenta há oito anos no bairro, sempre na última sexta de cada mês. Tendo como apoio apenas a estrutura, o grupo formado por Roberto Ribeiro (cavaquinho), Pedrão (violão 6 cordas), Tito Fukunaga (flauta), Everton Marco (percussão), Natan Maurício (percussão), comemora, mas tem muito com o que se preocupar. Isso porque o apoio que eles recebem hoje tem previsão de se encerrar com o fim deste ano e, até o momento, não há expectativa de novo patrocínio. “Apesar de a gente ter um público grande, que gira em torno de mil pessoas a cada edição lá do samba, parece que o poder público não enxergou esse potencial de agregar todos os públicos, todas as faixas etárias”, avalia Pedrão, compositor, violonista, professor e líder do grupo. Para os sambistas, o fato de se inserir em um estilo alternativo, que se opõe à música comercial, dificulta a captação de recursos. O próprio álbum, que conta com diversas participações, como As Ganhadeiras de Itapuã e o mestre Walmir Lima, só saiu depois de uma década de trabalho via financiamento coletivo, pois eles não conseguiram apoio institucional antes. Com carreiras paralelas à música, o grupo insiste em projetos como esse e já levou o samba de raiz feito na Bahia para outros estados brasileiros e países estrangeiros, como França, Portugal e Alemanha. “A gente acredita que o nosso trabalho é muito mais do que simplesmente um trabalho comercial no campo da música, é um trabalho de consciência, de politização, independente do retorno financeiro”, ressalta Pedrão.

Leia mais

Vitrola Baiana lança 1º disco com influências dos antigos carnavais e mensagem de união
Formado por Guga Barbosa (voz), Marcelo Costa (baixo), Felipe Guedes (guitarra), e Marcus Santos (bateria), o grupo Vitrola Baiana lança, nesta quinta-feira (29), na Borracharia, Rio Vermelho, a partir das 22h, o seu primeiro disco: “Negros, Brancos e Baianos”. Com fortes influências do Tropicalismo e do antigo carnaval, o álbum passeia pela cultura baiana, tentando fugir das obviedades. Percussão somente em uma música, na qual Carlinhos Brown faz participação especial. O disco teve ainda muitos outros convidados, como Danny Nascimento, Armandinho Macêdo, Jota Velloso, Cláudia Cunha e Luiz Caldas, que foram deslocados de suas “funções”, para mostrar outros dotes artísticos. Em entrevista ao Bahia Notícias, Guga e Marcelo falaram sobre o processo de criação artística do grupo e sobre os encontros com os colaboradores. Eles destacaram ainda a mensagem de união proposta neste álbum de estreia. “O baiano vem como esse elemento que não é negro e nem branco, que é a mistura de ambos. A mensagem é de inclusão, na verdade”, explicam. Os músicos falaram ainda dos planos para o futuro, como estender os shows de lançamento até o carnaval. Confira a entrevista completa:

Leia mais

‘As canções às vezes guardam segredos’, diz Gadú, que faz show intimista em Salvador
Com shows neste sábado (17) e domingo (18), a cantora paulista Maria Gadú abre a segunda edição do “Palco Brasil”, realizado na Caixa Cultural Salvador. Conforme a proposta do projeto, a artista fará duas apresentações intimistas diárias, às 17h e 20h, nas quais, além da música, haverá espaço para estabelecer diálogos com o público, quando a cantora conta histórias e curiosidades de sua carreira. Gadú, que no ano passado trouxe ao palco do Teatro Castro Alves, a turnê de seu mais novo disco, “Guelã”, diz estar confortável com a sua arte, independente do tamanho da plateia e formato de show. “Passei boa parte da vida cantando em bares, pelas ruas do mundo. Depois pude conhecer os palcos com infraestrutura, com profissionais maravilhosos trabalhando pro espetáculo dar certo. Faço feliz o mesmo show, para 2 ou 2000 pessoas. A entrega mora na música e não no tamanho do lugar”, lembra a artista, revelando ainda que gosta do bate-papo com o público. “As canções às vezes guardam segredos que as pessoas nem imaginam. Tive o privilégio de estar próxima de meus ídolos também e desfrutar dessa intimidade é uma delícia”, afirma. Em entrevista ao Bahia Notícias a cantora falou ainda sobre o disco “Guelã” e a influência da Bahia e dos artistas da terra, sobretudo Caetano Veloso, que Gadú considera “o mestre dos magos” e “gênio de todos os tempos”. Confira a entrevista completa:

Leia mais

‘Eu vivo a história junto’, afirma baiano Ciro Sales, apresentador do ‘Catfish Brasil’
Na última semana explodiu o caso de um fã que pensava se relacionar com a cantora Katy Perry pela internet. Spencer Morrill, de 36 anos, passou seis anos namorando um perfil fake da cantora, conduzido pela jovem Harrier Herbert, de 18. A farsa veio à tona em um episódio do programa “Catfish” – expressão em inglês que se refere a uma pessoa que finge ser outra na internet –, da MTV, que, na noite dessa quarta-feira (31), estreou sua versão brasileira. Apresentado por Ricardo A. Gadelha e pelo ator baiano Ciro Sales, o programa terá oito episódios, exibidos semanalmente às 22h, na emissora. Sem grandes expectativas quanto à quantidade de pessoas em relacionamentos apenas online, Sales se surpreendeu com os mais de mil inscritos para participar da primeira temporada. Ator e produtor cultural, ele conta que entrou em um universo completamente distante da sua realidade quando foi selecionado para comandar o Catfish Brasil. “Eu sou uma pessoa muito ligada à presença. Até nas minhas relações de amizade, eu preciso abraçar, estar por perto, não sou muito do virtual, não”, afirma o apresentador, em entrevista ao Bahia Notícias. Com essa visão distante, ele acabou criando vínculos com os participantes, que ainda o procuram em busca de conselhos e dicas, o que ele caracteriza como “a riqueza do formato”. “Vai muito além do papel de apresentador, porque, na verdade, eu não apresento a história, eu vivo a história junto com a pessoa que procurou o programa. Eu e o Ricardo vivemos uma investigação, uma aventura”, declara. O programa, que sempre começa com a leitura de um pedido de ajuda, procura, ao fim de cada edição, fazer com que os participantes e o público fiquem mais atentos. Clique aqui e confira a entrevista completa na coluna Cultura.

Leia mais

Monique Kessous traz a Salvador show de CD que propõe ode ao múltiplo e quebra de rótulos
Cinco anos depois de fazer uma passagem pelo Festival de Verão, a jovem cantora carioca Monique Kessous retorna à capital baiana com o show de seu terceiro disco, “Dentro de Mim Cabe um Mundo”. Ela, que no álbum de estreia, “Com essa cor” (2008), emplacou duas canções em novelas e após o segundo, recebeu o Prêmio Multishow como Artista Revelação (2011), se apresenta no Café-Teatro Rubi nesta sexta-feira (11) e sábado (12), às 21h30. Em entrevista ao Bahia Notícias Monique falou sobre o papel da TV como canal entre artista e público e sobre sua relação com a internet, sobretudo como artista independente, já que possibilita um contato direto com os fãs sem o intermédio das gravadoras. A cantora falou ainda sobre rótulos e as comparações com Marisa Monte, desde seu primeiro trabalho. “Eu realmente tive muita influência da Marisa Monte, e gosto muito do trabalho dela”, disse Kessous. “Eu não me incomodo, até porque eu acho a Marisa maravilhosa, então tá tudo certo! (risos)”, concluiu a artista, que diz ter influências ainda de nomes como Ella Fitzgerald, Gal Costa e Elis. Sobre o novo álbum, a cantora explicou que veio em um momento de reflexão, na busca de questões respostas existenciais, e que suas respostas vieram do múltiplo e não do segmentado. “É disso que eu quero falar, dessa liberdade de ser o que você quiser ser naquele momento”, diz a carioca, acrescentando: “Todos somos uma coisa só, então por isso o título ‘Dentro de Mim Cabe um Mundo’, querendo dizer que tudo que existe fora existe dentro e o que existe dentro existe fora também. Não tem que ficar essa coisa “você é isso” ou “você é aquilo”. No disco de 13 faixas. ela assina 10, algumas delas em parcerias, como em “Meu Papo é Reto”, composta junto com Chico Cesar e cantada em dueto com Ney Matogrosso. Monique falou sobre os encontros e sobre o processo de composição da música, que aborda uma história de amor entre dois homens. Confira a entrevista completa.

Leia mais

Com histórias sobre o Nordeste e o homem contemporâneo, Djavan lança 'Vidas pra Contar'
Com 23 álbuns lançados em mais de 40 anos de carreira, Djavan se afasta um pouco da invenção característica de sua obra para contar histórias em “Vidas pra Contar”, álbum que marca a nova trajetória do músico alagoano. As experiências no disco vão desde a sua relação com sua mãe e com o Nordeste, até suas percepções sobre o homem contemporâneo, de bolero a MPB, sem deixar de lado a diversidade rítmica presente em todos os seus trabalhos. Para Djavan, é justamente essa busca pelo novo o que fortalece a renovação do seu público “de todas as raças, todos os credos, todas as faixas etária e social”, que o acompanha a cada turnê. Em entrevista ao Bahia Notícias, o músico também falou sobre a emoção de voltar a Concha Acústica, onde se apresentou inúmeras vezes, com o feito inédito de uma sessão extra. Com uma mistura de novas canções e clássicos da carreira, os shows, que serão neste sábado (23) e domingo (24), às 19h, marcam a temporada de reabertura do anfiteatro após o festival de reinauguração. Confira a entrevista completa!

Leia mais

Histórico de Conteúdo