'Se o rap é maleável, ele pode se adaptar ao que é feito na Bahia', diz vocalista do Opanijé
Desde os 15 anos, Lázaro Erê circula e protagoniza a cena hip hop em Salvador. Ele é um dos fundadores da Posse Ori, primeiro movimento organizado de rappers, grafiteiros e b-boys da capital baiana, que se reunia na década de 90, sempre aos domingos, no Passeio Público. O sobrenome artístico "Erê" é advindo do grupo de rap Erê Jitolu, que além dele, aglutinou diferentes instrumentistas, a maioria com trajetória no rock (a falta de DJs na cidade forçou a adaptação). Quando o grupo surgido na década de 90 terminou em 2003, Lázaro se reuniu ao seu irmão, Rone DumDum, e ao amigo e DJ Chiba D e fundou a Opanijé. "A primeira vez que eu vi o nome Opanijé eu tive a certeza que queria nomear alguma coisa que eu ainda iria fazer. Opanijé é o toque e a dança de Omolu. Dentro disso, a gente resolveu transformar o nome em uma sigla das coisas que a gente acredita - 'Organização Popular Africana Negros Invertendo o Jogo Excludente'", contou Lázaro Erê em entrevista ao Bahia Notícias. Nesta terça-feira (26), o grupo lança seu primeiro disco, em formato digital. Orkestra Rumpilezz, Robertinho Barreto (da BaianaSystem), Gabi Guedes e Ellen Oléria são alguns dos convidados do grupo, que aposta na diversidade musical já existente na Bahia para a produção de suas bases e letras. “Para gente é importante que o rap se mostre de outras formas. Aqui no Brasil o rap é muito associado ao estilo consolidado lá em São Paulo, mas ele tem várias ramificações, apropriações. O rap é uma música líquida, vai se moldando de acordo com o recipiente em que você o insere. E a gente quis mostrar isso. Se o rap é uma música maleável, ele pode se adequar ao que a gente já faz aqui na Bahia e que não é só axé e pagode. A música da Bahia é muito diversa, muito rica e o rap pode absorver isso também. É dessa forma que conseguimos atrair pessoas que não são necessariamente interessadas em rap”, explicou. Na conversa, Lázaro comentou também sobre o funk ostentação e o surgimento de MCs como o Daleste e o Guime. "Eu não conheço outras coisas do MC Guime, mas pelo que sei é tipo funk ostentação, o que para mim, inclusive, não é novidade. Nos anos 90, muitos rappers que a gente admira já faziam esse tipo de música que os caras estão fazendo hoje. E aí eu não entendo como as pessoas gostam de Dr Dre, por exemplo, e não gostam do funk ostentação de hoje.  Para mim, a única barreira que tem a musical mesmo", avaliou.

Bahia Notícias  No próximo dia 26 vocês lançam a versão digital do disco da Opanijé. A versão física chega quando?
Lázaro Erê  Ainda não temos uma previsão para o lançamento da versão física, mas a ideia da gente é lançar ainda esse mês, nem que seja no dia 30. A gente começou a gravar esse disco em 2011 e de lá para cá muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, muitos amigos foram chegando para fazer participações.
 
BN  Então, foram dois anos de produção de disco. A fase da composição - você é o letrista de muitas das músicas - é parte demorada nesse processo?
LE  Tanto eu quanto meu irmão (Rone DumDum) compomos. Algumas das músicas são feitas individualmente, cada um faz uma parte e depois a gente junta, outras são feitas durante encontros destinados a essa produção.
 
BN Além das letras, vocês têm uma preocupação muito grande com a construção das bases do rap.
LE – O trabalho da Opanijé tem essa ideologia, tem essa cara. A gente procura fazer um trabalho com a cara de Salvador, com essa marca da baianidade, da musicalidade negra universal e a gente procura trazer isso não só nas letras, mas também nas bases. Dentro do rap as pessoas têm a preocupação em fazer algo que tenha a ver com sua identidade, principalmente no que diz respeito às letras, mas às vezes o fato de se guiarem muito pela matriz americana afasta um pouco a gente da nossa identidade. A Opanijé está preocupada com esses dois lados.
 

 
BN Nesse sentido, eu gostaria que você comentasse um pouco como é organizar o grupo com uma banda e DJ.
LE – Nesse caso, a gente contou com diversas participações neste álbum, que reforçaram a parte instrumental. A Orkestra Rumpilezz divide a faixa "Deus que Dança" conosco. Gabi Guedes, que é da Orkestra Rumpilezz, também trabalha com a gente em outras faixas. Foi ele quem gravou toda a percussão do disco (atabaque, rum). Robertinho Barreto da BaianaSystem gravou com a gente a faixa "Vamo Invadir". Então, procuramos trazer nessa parte instrumental pessoas que tenham relação com esses sons da Bahia. 
 
BN Você costuma falar da dificuldade que as bandas de rap baianas enfrentaram no início da década de 90, quando eram formadas por intrumentistas e não por DJs. Conte-nos um pouco dessa sua trajetória e também da do rap na cidade. 
LE – Eu comecei a fazer rap em 1994, com uma banda chamada "Erê Jitolu", formada por guitarra, baixo, bateria. Tudo isso porque na época não era muito fácil achar DJs aqui em Salvador. Não só a gente, mas outras bandas da cena local se formaram quase como uma banda de rock. Tanto é que os músicos que aceitavam tocar com a gente eram músicos que tinham experiências em bandas de rock e resolviam fazer esse intercâmbio com o rap. Com o tempo, a gente foi tendo acesso a umas tecnologias, os DJs foram se formando na cidade e foram surgindo mais bandas no formato tradicional do rap mesmo. Essa banda que eu fundei em 94 durou até 2003 e, com o fim dessa banda, eu resolvi chamar meu irmão e Chiba, que é amigo nosso há muitos anos, para formar a Opanijé. No final de 2005 a gente funda o Opanijé, nesse formato mais tradicional do rap, composto por vozes e DJ.
 
BN Você falou sobre o reforço dessas participações na parte instrumental do álbum, mas também há cantores convidados, não é? Ellen Oléria divide a faixa "Aqui Onde Estão" com vocês. Como foi essa parceria?
LE – A gente enviou a demonstração que gravamos em estúdio para ela e aí essa música já está disponível em streaming no site dela, antes mesmo do lançamento do álbum. Somos amigos de Ellen há algum tempo. Em 2009, ela veio a Salvador fazer um show com o pessoal do Blacktude, que também é parceiro nosso, e a gente acabou ficando amigo e dividiu o palco algumas vezes. A gente usava a música do Jorge Ben Jor como sample e, curiosamente, ela cantava essa música. A gente acabou juntando essas semelhanças e criando essa versão "Aqui Onde Estão", que tem esse trecho de Jorge Ben cantado por Ellen Oléria. 
 
BN Vocês estão lançando esse disco em novembro, um mês muito importante para as causas que vocês defendem. Foi intencional? 
LE – Também, mas na verdade a gente pretendia lançar esse disco em novembro passado. Aí tivemos alguns problemas, alguns entraves, e decidimos segurar até novembro desse ano. A demora se deu, sobretudo, por causa dessa faixa que dividimos com Ellen, pois precisamos resolver questões relacionadas aos direitos autorais do sample, do trecho da música do Jorge Ben Jor. Para gente é um mês importante, que é quando as pessoas se lembram que existe uma produção negra nessa cidade. A gente vive em uma cidade na qual os negros produzem a cultura, eles são os chamariz para que os outros prestem atenção a nós, mas essa cultura não é visibilizada durante o ano, somente em novembro e no carnaval. E, às vezes, nem no carnaval, porque quando você liga a televisão você não vê artistas negros em destaque, em evidência. 
 
BN E como essa temática está presente no disco? Todas as músicas são sobre esse assunto?
LE – Sim, este é um tema que a gente escolheu para falar dentro do Opanijé, que é um grupo que tem essa formação do rap político. Isso não significa que a gente não dê atenção aos outros estilos de rap; o rap é uma música livre, diversa, existe rap falando sobre tudo. Mas o Opanijé foi criado nessa escola do rap político, a gente põe isso nas nossas músicas e, naturalmente, sai nos discos. É algo que sai naturalmente, a gente tem muito mais facilidade para falar porque é um assunto que a gente domina. 

BN Falando nisso, o que é a Possi Ori?
LE – O Hip Hop de Salvador começou a se movimentar em 1996. Existiam grupos de rap, grafiteiros, b-boys, mas a gente começou a se reunir mesmo em 1996, todo mundo adolescente ainda. O movimento Hip Hop em outros lugares do mundo é dividido em posses. Isso começa lá nos Estados Unidos e Salvador não tinha essa coisa de posse porque na verdade era um grupo só que se reunia. Aí a gente resolveu dar esse nome de Posse Ori ao nosso grupo. A Posse Ori foi a primeira posse de Hip Hop da Bahia e após ela foram surgindo outras: de Pernambués, Nordeste de Amaralina, Subúrbio. Com um tempo, as posses foram acabando, mas as pessoas que faziam parte daquele grupo continuam atuantes até hoje. 
 
BN Vocês são de que bairro?
LE – A gente é do lado da Federação, Gantois, Alto das Pombas. Agora, inicialmente, o rap em Salvador não se reunia em bairros. Como eram poucas as pessoas que faziam rap na cidade, escolhíamos locais centrais. A Posse Ori, por exemplo, se reunia no Passeio Público. A gente se reunia todo domingo lá. Naquela época as pessoas viam o movimento Hip Hop como um movimento mesmo, de caráter social, político e colava de tudo: punk, político, lideranças de movimento negro. Então, muita gente que tinha alguma simpatia com as causas postas ali colavam mesmo. Era algo politizado mesmo.

BN Você acha que com a desintegração das posses, desses encontros fixos semanais em um local definido, isso se perdeu um pouco?
LE – Sim, se perdeu um pouquinho. Tem vantagens e desvantagens nisso. Naquela época as pessoas colavam no movimento, mas muito por conta da política. Não era gente que tinha amor pelo rap e que o tinham como prioridade, tanto que muitos se afastaram e hoje não guardam mais relação nenhuma com o pessoal. E esse comprometimento era e continua a ser importante. Temos uma dificuldade em encontrar produtoras que trabalhem com o lado artístico do rap. Muito por conta do rap naquela época ser essencialmente político, muita coisa se perdeu. É uma desvantagem, porque o rap hoje tem uma conotação menos política que naquela época, mas tem a vantagem da cultura do hip hop ser respeitada. As pessoas não nos olham mais como os meninos que estão fazendo o movimento, mas como artistas que estão fazendo a cena se movimentar. 
 
BN Conte-nos um pouco sobre o nome da banda: Opanijé. Por um lado ela remete aos ritmos africanos, mas ela também é uma sigla. Qual significação veio antes?
LE – "Organização Popular Africana Negros Invertendo o Jogo Excludente". Na verdade, as duas coisas chegaram ao mesmo tempo. A primeira vez que eu vi o nome Opanijé eu tive a certeza que queria nomear alguma coisa que eu ainda iria fazer. Opanijé é o toque e a dança de Omolu. Para mim e para todo o grupo isso tem um significado muito forte. Dentro disso, a gente resolveu transformar o nome em uma sigla das coisas que a gente acredita.
 
BN Como você conheceu o candomblé? Você nos contou que nasceu nessa região da Federação, onde se concentram muitos terreiros...
LE – Pois é. Eu conheci o candomblé por acaso há 10 anos, quando eu fazia um trabalho social dentro do terreiro Oxumarê. A partir daí eu fui suspenso para Ogan, lá dentro, e comecei a conhecer um pouquinho mais o que é o candomblé. Eu não entendia muito o candomblé como religião, gostava muito enquanto cultura, música, mas a partir do momento em que eu comecei a sentir a relação que eu tinha com o orixá, eu vi que é muito mais que a dança, as roupas, a música. Aquilo ali é só a ponta do iceberg. E aí eu fui conhecer a fundo essa ideia.
 
BN – Mas desde o início da sua carreira de músico, rapper, você já misturava essas sonoridades?
LE – Sim, desde aquela época, mesmo sem conhecer nada. Eu tinha histórico na família de pessoas que tinham ligação com o candomblé, mas eu mesmo não tinha muita relação. Hoje eu defendo e sei o que estou defendendo.
 

 
BN Vocês têm inclusive um clipe muito bonito da música “Se Diz” que está inserido nesse universo do candomblé, não é? Como foi produzi-lo?
LE – Nós fizemos a gravação do clipe no Parque São Bartolomeu, um local que surgiu para gente meio que por acaso, através de um trabalho social que fizemos junto à comunidade de lá.  Este parque é um lugar muito importante para o povo do axé e foi preservado até hoje – mesmo com toda degradação – por conta disso, senão já tinham passado o trator há muitos anos. Além disso, o clipe surgiu quando o guitarrista da “Erê Jitolu”, Nido, começou a trabalhar com vídeos. Como ele nunca tinha feito um clipe de rap e gostou do nosso trabalho, ele me ligou em janeiro 2011 propondo o convite. Começamos a pensar em tudo naquela época e finalizamos em março de 2012. Foi um ano para produzir o clipe, porque a gente queria fazer do nosso jeito e dentro de um lugar que fosse significativo para banda.

BN – Tem outras locações no vídeo, não é? Onde mais vocês gravaram?
LE – Além do parque, gravamos no centro da cidade, ali na Praça da Piedade, Gravamos na Liberdade, no Engenho Velho da Federação – onde meu irmão mora, inclusive a casa do personagem principal do filme é dele. Foi tudo em família mesmo, tão família que o almoço da galera no dia da gravação foi feito por minha irmã, que é cozinheira profissional. 

BN – Esse é o primeiro clipe de vocês?
LE – Sim, o primeiro. Estamos tentando fazer outro, escolhendo ainda a música. Até agora a preferida é “A Cura”, a primeira música que a gente gravou e finalizou para este disco.

BN – Este é também o primeiro disco de vocês?
LE –  É. A gente fez uma demo, mas lançou pela internet mesmo. Fazíamos, quando necessário as cópias em casa e saíamos distribuindo. Primeiro, porque não acreditávamos que fossem comprar, segundo que era muito mais interessante esse modo de distribuição.

BN – Queria entender um pouco como funciona essa lógica de circulação do nome de vocês. Como vocês têm feito para criar visibilidade em um público que não necessariamente é do rap, do hip hop?
LE – Eu conheço todo mundo do movimento hip hop de Salvador, afinal eu comecei em 1994 e meio que estive à frente da organização do pessoal. Na época eu tinha 15 anos. E eu costumo brincar que se em vez de ter me jogado no rap eu tivesse feito um filho, hoje ele estava com 20 anos me sustentando [risos]. Para gente era vantajoso ter um público além do público do rap. Salvador tem essa dificuldade de aceitação do rap não pelo conteúdo, mas pelo formato. A gente sempre pensou que as pessoas não aceitavam o rap em Salvador pelo conteúdo, pelas letras, pela política contida ali, mas não é isso. O que assusta é a gente pegar os 300 percussionistas que compõem um bloco afro, por exemplo, e condensar em um único aparelho comandado por um DJ. Isso assusta as pessoas. A gente vê isso quando vai tocar e as pessoas olham para o toca-discos como se fosse uma nave espacial. E para gente é importante que o rap se mostre de outras formas. Aqui no Brasil o rap é muito associado ao estilo consolidado lá em São Paulo, mas ele tem várias ramificações, apropriações. O rap é uma música líquida, vai se moldando de acordo com o recipiente em que você o insere. E a gente quis mostrar isso. Se o rap é uma música maleável, ele pode se adequar ao que a gente já faz aqui na Bahia e que não é só axé e pagode. A música da Bahia é muito diversa, muito rica e o rap pode absorver isso também. É dessa forma que conseguimos atrair pessoas que não são necessariamente interessadas em rap. 
 
BN – Você é formado em Artes Visuais e costuma ministrar oficinas tanto de música quanto de artes para comunidades em Salvador. Essa é uma missão de vocês enquanto banda ou é algo individual?
LE – A gente tem um projeto chamado Hip Hop Com Compromisso. Quando a Possi Ori acabou em 2003, alguns membros se juntaram em grupos menores para comandarem outros trabalhos. O meu é esse, que promove oficinas de rap, percussão, break. Fizemos esse trabalho em algumas ONGs e escolas públicas. Enquanto grupo fizemos essa articulação e individualmente cada um vai tocando também.
 
BN – O que você acha de produções tipo o do MC Guime, que acaba de lançar um clipe com craques do futebol, como o Neymar?
LE – É, eu via tanta gente falando mal desse clipe, fui ver o que era e achei massa. O clipe mostra, desde o início, uma comunidade carente e o quanto a falta de auto-estima derruba uma comunidade aos poucos. Se você tira a auto-estima de alguém que mora em um lugar daquele – e eu sei porque eu moro em um lugar daquele – você vai quebrando aos poucos a estrutura do lugar, porque a pessoa não acredita que dali vá sair algo bom. Eu não conheço outras coisas do MC Guime, mas pelo que sei é tipo funk ostentação, o que para mim, inclusive, não é novidade. Nos anos 90 muitos rappers que a gente admira já faziam esse tipo de música, que os caras estão fazendo hoje. E aí eu não entendo como as pessoas gostam de Dr. Dre e não gostam do funk ostentação de hoje.  Para mim, a única barreira que tem a musical mesmo. Eu gosto muito mais da música do Dr. Dre, que da música do MC Guime ou do MC Daleste. Agora, eu sei que o conteúdo que há no Dr. Dre, no Snoop Dogg é praticamente o mesmo. 
 
BN – Queria que você me contasse como foi essa sua educação para a negritude e para a música dentro de casa, na infância. Você também trabalha com seu irmão, talvez isso tenha algo de casa...
LE –  Em relação à educação musical eu acho que começou de casa mesmo, eu estava pensando nisso essa semana. Minha filha fez um ano essa semana e eu estava lembrando que quando criança eu costumava pegar ônibus no terminal da Estrada Velha do Aeroporto e lá, enquanto esperava o ônibus, eu via as pessoas chegarem dos ensaios de bloco. Não lembro se era Muzenza, se era o Ilê, mas sempre coincidia de eu encontrar essa galera e acho que foi isso que me fez despertar para música. Foi aí que eu comecei a prestar atenção ao que era a música baiana. Paralelo a isso, era uma época que as rádios locais tocavam muito Miami Bass. E eu gostava das duas coisas. Comecei então a me perguntar porque que eu gostava de uma coisa que aparentemente era totalmente diferente da outra e como aquilo dentro da minha cabeça funcionava tão bem. Já na época de colégio, eu tive uma professora chamada Edenice Santana, que foi me dando vários toques sobre negritude. Foi aí que eu entendi que o link entre as duas músicas era justamente a negritude. A partir daí que eu comecei a me formar com essa base. Eu conheci a palavra diáspora naturalmente.

Histórico de Conteúdo