Terça, 28 de Novembro de 2017 - 16:00

A estratégia do mal

por Francisco Viana

A estratégia do mal
Foto: Acervo pessoal

Quem quiser entender melhor o significado e o alcance da expressão pós- verdade, não deve deixar de ver o documentário Get me Roger Stone. Ele contribui para eleger três presidentes conservadores(Nixon, do caso Watergate, Regan e,agora, Trump). Sempre com o mesmo bordão : fazer a América grande novamente . Ele é um dos inventores das campanhas políticas modernas, cujo objetivo é vencer a qualquer preço. E do moderno Lobby de interesse. Roger é uma espécie de lenda obscura americana. 

 

Suas armas principais são a meia verdade, a insinuação, a distorção . Foi nesse pântano que criou sua influência que continua sendo sentida. Ele não se preocupa que você o considere um pilantra . Ele quer que você pense isso. 

 

Diz : “ A única coisa pior é nunca falarem de você. “ Ele se orgulha de ser o estrategista do mal. O príncipe das trevas, Entende que um homem não está acabado quando é derrotado , mas sim quando desiste. E ele não desiste das suas práticas por mais criticado que seja. Quem será o Roger Stone brasileiro nas próximas eleições ? Candidatos não faltam. Roger é rico, inteligente e faz história. O problema , aqui,é imitar seus laços com o conservadorismo. E conhecer a história do  Brasil. Qual a estratégia? Ser grande o Brasil nunca foi; combater o comunismo, esse filão já secou; intervenç&at ilde;o militar? Nunca deu certo. Para onde sopra o vento conservador? Para a contrainformação, a notícia falsa , a pós -verdade ? Talvez, haja espaço nesse campo do jogo sujo. Candidatos se apresentem: até para jogar sujo é preciso conhecimento e imaginação. 

 

* Francisco Viana é jornalista e doutor em Filosofia Política ( PUC/SP)

 

* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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