Para CFM, reformulação da política de saúde mental 'resultou de amplo debate'

Após o secretário estadual de Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas, criticar a reformulação da política de saúde mental, aprovada pelo governo nesta semana (leia mais), o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou favoravelmente em relação a medida. "As mudanças devem contribuir para o fortalecimento da rede de atenção psicossocial no País", declarou o órgão em nota. Para o CFM, implementar a conquista exigirá trabalho contínuo de acompanhamento e fiscalização dos compromissos. "O texto aprovado nesta quinta-feira (15), em Brasília, resultou de amplo e democrático debate, com foco permanente no fim da desassistência e no respeito aos direitos dos pacientes e seus familiares", disse o CFM. Um dos avanços, segundo o conselho, é que a presença de médicos psiquiatras nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e nos Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) passa a ser obrigatória. “O que representa mais segurança e efetividade no atendimento dispensado aos pacientes”, disse o CFM.