Insulina brasileira: Apesar de rejeição da Anvisa, Bahiafarma garante que nada muda

Após visita às instalações da empresa ucraniana Indar, em Kiev, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou o pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. O laboratório europeu tem parceria com o governo baiano, por meio da Bahiafarma, para produção de insulina a partir de transferência de tecnologia (veja aqui). Até o momento, a Indar já soma R$ 196 milhões pela importação de insulina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a portadores de diabetes e para compartilhar a tecnologia de fabricação. Apesar da decisão da Anvisa, nada será alterado na parceria entre a ucraniana e a Bahiafarma. De acordo com a assessoria do laboratório público baiano, o pedido de renovação do certificado - procedimento padrão - levantou dúvidas que devem ser sanadas em breve. O prazo habitual para uma nova vistoria seria fevereiro de 2018, quando vence a atual licença. No entanto, a Bahiafarma informou que pedirá prioridade e espera que a visita aconteça ainda em dezembro deste ano. Sobre a decisão da Anvisa, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que uma eventual prática de dumping não poderá impedir que o Brasil produza a própria insulina. "São duas PDPs [parcerias de desenvolvimento produtivo] para insulina que eu espero que prosperem. Nós temos interesse na produção local de medicamentos e faremos o possível para apoiar. Se protocolarem uma contraproposta, isso serve de balizamento para os acordos feitos, para os preços praticados na PDP", afirmou em entrevista ao jornal O Globo. Metade do mercado de insulina do SUS foi destinada à Indar e Bahiafarma, enquanto a outra metade está sob responsabilidade da Biomm e Fundação Ezequiel Dias (Funed), do governo de Minas Gerais.