Presidente determina Lava-Jato

A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, surpreendeu com a sua decisão de levar adiante a continuidade dos trabalhos dos juízes e auxiliares de Teori Zavascki, o que não estava previsto. Supunha-se que os trabalhos só tivessem sequência a partir de março, o que seria, se assim fosse, um desastre. Foi uma decisão importantíssima da presidente da Corte e já se espera que já nesta semana haja a retomada do serviço. Com isso aguarda-se que os acontecimentos previstos dentro dos acordos estabelecidos pela Odebrecht com Zavascki, ouvindo-se 77 ex-executivos da empreiteira, continuem em pleno vapor. Foi importante para a decisão de Cármen Lúcia a determinação de Michel Temer ao informar à mídia que somente indicaria o ministro que ocupará a vacância do cargo depois que o Supremo decidir quem virá a ser o relator do processo. O relator será decidido pelo colegiado da Corte, ouvindo-se os seus ministros, com possibilidade de recair a indicação nos ministros Celso de Mello, que é o primeiro nome cotado, em parceria com o ministro Luis Roberto Barroso. Em relação aos trabalhos, a ministra poderá, ela própria, estabelecer a continuidade porque está no momento na condição de plantonista do STF. Assim, a Operação Lava Jato não ficará paralisada. Pelo menos é o que se espera o que é muito importante porque o país está voltado para os acontecimentos que ocorrerão neste fevereiro. Principalmente em relação à classe política a qual a Odebrecht ofereceu propinas de todas as formas.