Defesa de João Santana e Mônica Moura pede absolvição do crime de corrupção passiva

O marqueteiro baiano João Santana e sua mulher, Mônica Moura, pediram ao juiz federal Sérgio Moro para serem absolvidos dos crimes de corrupção passiva aos quais respondem por envolvimento em caixa 2 de campanhas petistas. Segundo informações da coluna Satélite, do jornal Correio, o requerimento está nas alegações finais enviadas pela defesa do casal a Moro – o magistrado deve concluir na próxima semana o julgamento do processo referente à propina desviada da Petrobras para pagamento de ambos por serviços prestados ao PT. Na solicitação, os advogados admite a culpa dos réus referente ao crime de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em contas secretas no exterior, mas defendem que os marqueteiros não foram “beneficiados pela corrupção”, mas “prejudicados por ela”. “De forma inadvertida e traiçoeira, foram envolvidos em uma estrutura gigantesca e pavorosa (...). O pagamento que receberam, e que remunerou seus talentos e de centenas de profissionais de sua equipe, transformou-se na destruição de suas carreiras”, argumenta a defesa. Os advogados também pedem a Moro que, caso os dois sejam condenados, as penas aplicadas sejam as mesmas já acertadas no acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal. Entre as punições estão: reclusão por um ano e seis meses em regime fechado domiciliar com tornozeleira eletrônica; o mesmo tempo em prisão semiaberta e 12 meses no sistema aberto, além de restrições a visitas e viagens. O casal também será proibido temporariamente de trabalhar com marketing político ou atuar em campanhas eleitorais em território nacional ou no exterior.