Apůs vaquinha e curso no MIT, baiana cria canal no YouTube para difundir conhecimento

A baiana Anna Luísa Beserra Santos precisou da generosidade de muitas pessoas para arrecadar R$ 30 mil com o objetivo de viajar aos Estados Unidos e fazer um curso no renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Agora, ela decidiu retribuir o apoio sendo generosa com o maior número possível de estudantes pela internet. No início do ano, a jovem de 18 anos criou um canal no YouTube para compartilhar por meio de vídeos o conhecimento acumulado durante o período de estudos fora do Brasil (assista aqui). O curso de cinco dias no exterior sobre empreendedorismo se tornou possível graças à campanha de doações pela internet que a permitiu reunir dinheiro para a viagem. Anna Luísa havia sido selecionada para participar do Global Entrepreneurship Bootcamp, evento que reúne 50 empreendedores de todo o mundo, por conta de um projeto desenvolvido por ela para combater o problema da escassez de água potável. No entanto, ela não teria condições de pagar pela viagem com recursos próprios. "Era uma quantidade grande de dinheiro para pouco tempo. Eu tinha feito a campanha meio que sem esperança", lembra, em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo ela, um dos maiores apoiadores da causa foi a Associação dos Jovens Empreendedores da Bahia, que contribuiu com a maior parte do valor necessário. Chegando aos EUA, Anna teve um período de estudos intenso e pouco se deu pouco descanso. "O dia que eu consegui dormir mais acho que foram umas quatro horas e meia", recorda. E ela garante que mesmo antes da viagem havia prometido retribuir o apoio financeiro com um curso gratuito para transmitir pelo menos parte do aprendizado no MIT. Com essa motivação surgiu o canal no YouTube, o primeiro em português a repassar conteúdo similar. "Nunca tive a intenção de fazer algo assim. Não é minha praia, então foi mais como um retorno que eu queria dar para as pessoas que me ajudaram", comenta. A ideia que rendeu o curso no MIT teve origem quando a estudante ainda estava no ensino médio e tinha 15 anos. O objetivo era evitar que a população do Nordeste contraísse doenças pelo consumo de água contaminada. Aos 17 ela fundou uma startup para continuar desenvolvendo o projeto, a SDW. Atualmente ela possui seis voluntários e busca novos integrantes para o grupo. Os interessados podem participar de um processo seletivo para se juntarem ao projeto (clique aqui e veja mais).