Conselheiro do TCE se diz ‘surpreso’ com ato da OAB-BA em caso de fala sexista

Após ter um desagravo público da seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), por proferir uma frase preconceituosa contra a procuradora do Estado, Érika Grimm de Sá (ver aqui), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Pedro Lino disse que “ficou surpreso” com a situação. Em nota, Lino afirma que não teve postura ofensiva contra Grimm de Sá. O fato ocorreu em agosto de 2016, durante uma intervenção oral da procuradora em uma sessão do TCE. "Acho que o significado disso tudo é a natural resistência e revanche que se procura estabelecer com relação aos conselheiros e órgãos de controle que são sérios e intolerantes com as irregularidades no gasto público", disse o conselheiro. Lino afirma ainda que as palavras dele “foram retiradas do contexto” e a elas foram dadas “uma interpretação maldosa que não condiz com o que ocorreu de fato”. O conselheiro ainda declarou que “a sociedade está vivendo um momento de patrulhamento ideológico e exacerbação do politicamente correto. Nesse cenário, quaisquer palavras, expressões ou gestos podem ser descontextualizados para atender a outros interesses”.