Mulher alega ter sido demitida de supermercado nos EUA por ser trans

A americana Charlene Bost, de 46 anos, entrou com um processo na quarta (27), contra o supermercado onde trabalhava do qual foi demitida em 2015. Ela aponta que o motivo para o desligamento ocorreu por transfobia. 

 

Em 2004, Charlene foi contratada pelo Sam's Club de Kennapolis, na Carolina do Norte, quando ainda não havia feito a transição de gênero. Segundo documentos oficiais coletados pelo Buzzfeed News, ela era considerada uma profissional exemplar e durante o período chegou a ser promovida. Em 2008, a funcionária começou a transição, que estaria completa apenas em 2010, quando ela passaria a expressar a sua identidade de gênero e a vestir roupas femininas. 

 

De acordo com o processo, alguns colegas foram receptivos à transição, mas outros passaram a assediá-la moralmente e a tratá-la como "anormal", inclusive o seu chefe, que chegou a se referir a Charlene como "isso". "Em diversas ocasiões, ele iniciou contato físico não-consensual com a senhorita Bost — inclusive, deliberadamente, esbarrando nela para que ela pudesse sentir o corpo dele contra o dela, apertando-a em espaços pequenos para que ele pudesse pressionar o corpo contra o dela e ter uma desculpa para tocar sua bunda, colocar a mão sobre a dela", diz um dos textos do processo.

 

O Walmart, dono da rede Sam's Club, afirmou em comunicado no seu site que "mantém uma forte política anti-discriminação" e tambpem apoia a diversidade e a inclusão em sua força de trabalho. De acordo com o site Uol, a companhia também discorda das alegações de Charlene e diz que a sua demissão ocorreu por motivos de performance.

 

O processo pede que a empresa adotem políticas que ofereçam oportunidades iguais para funcionários trans, de forma que sejam impedida de discriminar esses trabalhadores e, por fim, uma indenização à Charlene Bost.