TJ-BA economiza quase R$ 370 mil energia em 2017 e adota ações de sustentabilidade

De janeiro a outubro deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) diminuiu em 7,5% o consumo de energia elétrica na comparação com o mesmo período de 2016. A redução representa economia de R$ 365.709,00, subtraídos os efeitos do aumento tarifário. O mês de julho registrou o menor consumo, equivalente a um gasto de cerca de R$ 600 mil. Diversas secretarias do tribunal adotaram uma série de medidas para redução de gastos com insumos e recursos materiais, em acordo com a Resolução 201/2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Uma delas diz respeito às melhorias dos sistemas de refrigeração obsoletos, a exemplo das experiências nas Comarcas de Barreiras e Camaçari, cujos fóruns já adotam sistemas mais modernos e eficientes. Outra medida é o uso de lâmpadas LED em vez de fluorescentes, substituição já iniciada na sede do TJ-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Além disso, de acordo com o Núcleo Socioambiental, coordenado pela desembargadora Maria de Fátima Silva Carvalho, encontra-se em fase de estudo o aproveitamento de energia solar, que, a partir do início de 2018, será adotado no Juizado Especial Criminal da Lapinha, em Salvador, e, em seguida, estendido para outras unidades. O TJ também economizou água, com queda de 1,5% no consumo entre janeiro e outubro deste ano. Em termos de gastos, no entanto, registrou-se aumento de R$ 467, 8 mil devido ao reajuste tarifário. A ideia é o Almoxarifado Central do TJ passar a recuperar água pluvial. A medida já é empregada nos novos fóruns de Camaçari, Itabuna, Porto Seguro, Itaparica, Ilhéus e Conceição do Coité. A Diretoria de Serviços Gerais (DSG) será responsável por instituir o controle diário nas unidades consumidoras de água e esgoto. “Sustentabilidade não é um ato único, é um processo progressivo e contínuo de reeducação, de mudança de paradigmas, de uso racional e responsável dos recursos naturais com vistas ao bem comum. Todos devem fazer a sua parte e o TJ-BA não é diferente”, disse a desembargadora, lembrando da edição do Decreto Judiciário nº 926, de 10 de outubro de 2017, em que o TJ-BA adota medidas prevenindo e minimizando os impactos ambientais, sociais e econômicos advindos da prestação jurisdicional.