Gordilho diz que 'blindou' elenco para contornar descrença no Vitória: 'Arrumamos a casa'

Ex-presidente interino do Vitória, Agenor Gordilho ficou cinco meses à frente do clube após a licença e renúncia de Ivã de Almeida. Quando assumiu o posto em julho, o Rubro-negro baiano vivia um momento turbulento dentro e fora das quatro linhas. Por isso, o cartola fez um balanço positivo de sua gestão. "Pegamos o Vitória em uma situação difícil. O time só tinha 12 pontos e estava na penúltima posição. Contratamos o técnico Vagner Mancini, o diretor de futebol Cleber Giglio e o CEO Marcos Chiarastelli. Antes de Mancini chegar e eu assumir, tínhamos 25% de aproveitamento. Em 16 jogos foram 10 derrotas, três vitórias e três empates.  Muita gente já dizia que o Vitória estava rebaixado, mas conseguimos a permanência na Série A e também arrumamos a casa”, afirmou. Gordilho ainda revelou que não tem questões pessoais a resolver com Ivã de Almeida, mas fez críticas ao ex-presidente. “Não tenho nenhum problema com a pessoa Ivã de Almeida. Ele não tem me procurado e nem eu o procurei. Se ele me procurar, atenderei sem nenhum problema. O que eu não concordava era com o tipo de gestão dele. E eu me afastei por não concordar. Até me manifestei nas redes sociais. Quando ele se licenciou, assumi e conseguimos fazer os ajustes necessários”, declarou. Gordilho ainda desejou sorte para Ricardo David, novo presidente da agremiação. “Fizemos a transição com tranquilidade. E agora vou continuar como torcedor do Vitória e espero que Ricardo David faça uma boa gestão. Ficarei na arquibancada e só vou dar palpite se for chamado. Sou torcedor do Vitória e quero o melhor para o clube”, comentou. 

 

O Vitória não contratou ninguém sob o seu comando. Qual foi o motivo?
Não onerei o clube, não contratamos nenhum jogador. Confiávamos no elenco e o mercado também não oferecia muita coisa. A minha primeira conversa com Mancini e Giglio foi que eu não aumentaria ou contrataria ninguém e sim reduziria imediatamente a folha. Com o mesmo elenco conseguimos quase que dobrar o aproveitamento. De 25% foi para quase 47%.


Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias

 

O senhor ficou à frente do Vitória entre julho a dezembro deste ano. Como avalia a sua gestão?
Bastante positiva. Pegamos o Vitória em uma situação difícil. O time só tinha 12 pontos e estava na penúltima posição. Contratamos o técnico Vagner Mancini, o diretor de futebol Cleber Giglio e o CEO Marcos Chiarastelli. Antes de Mancini chegar e eu assumir, tínhamos 25% de aproveitamento. Em 16 jogos foram 10 derrotas, três vitórias e três empates. Muita gente já dizia que o Vitória estava rebaixado, mas conseguimos a permanência na Série A e também arrumamos a casa.

 

O senhor falou em “arrumar a casa”. Qual era a situação do clube?
De muita descrença. A gente blindou o elenco. Não tinha mais aquelas pessoas estranhas circulando durante os treinamentos e no vestiário. Junto com Mancini, Giglio e Marcos [Chiarastelli] conseguimos acabar com isso e passar tranquilidade para o plantel.

 

O Vitória teve um déficit de R$ 10 milhões no primeiro semestre deste ano. Como o senhor entregou o clube?
Muita gente falou em rombo. Não teve rombo. Foi um desequilíbrio orçamentário, que ocorreu no primeiro semestre em outra gestão. Não teve roubo ou coisa parecida, mas foi fruto de contratações equivocadas. Teve jogador de trinta e tantos com salário alto e contrato longo. Se gastou demais. Quando assumi, fiz os ajustes necessários e profissionalizamos o futebol.

 

Mas o clube tem dívidas? Como está a situação financeira?
Sanamos todas as dívidas. Não tem nenhum débito e nenhum empréstimo. Vamos entregar com tudo em dia. Isso é o que eu posso dizer. Não tem problema financeiro nenhum no clube. Claro que é preciso desonerar o clube... Tem alguns contratos que a Bahia toda sabe que não tem como continuar. Então cabe a quem administrar o clube fazer o juízo.


Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias

 

O senhor tem alguma desavença com Ivã de Almeida?
Não tenho nenhum problema com a pessoa Ivã de Almeida. Ele não tem me procurado e nem eu o procurei. Se ele me procurar, atenderei sem nenhum problema. O que eu não concordava era com o tipo de gestão dele. E eu me afastei por não concordar. Até me manifestei nas redes sociais. Quando ele se licenciou, assumi e conseguimos fazer os ajustes necessários.

 

Ricardo David foi eleito presidente do Vitória. Como o senhor avalia o resultado do pleito?
Muito positivo. Fizemos a transição com tranquilidade. E agora vou continuar como torcedor do Vitória e espero que Ricardo David faça uma boa gestão. Ficarei na arquibancada e só vou dar palpite se for chamado. Sou torcedor do Vitória e quero o melhor para o clube.