Liga da Justiça vai além dos erros e traz o espirito heroico para os filmes da DC

Depois de Homem de Aço, Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida, o Universo DC dos cinemas amargava críticas pesadas sobre a sua questionável representação dos super-heróis nas telonas. Com narrativas confusas e escolhas duvidosas, as histórias pecaram por problemas que iam além de apenas uma interpretação diferente das histórias em quadrinhos, sendo também exemplos ruins de produção e montagem para o próprio mercado do entretenimento cinematográfico.


Entretanto, a chegada de Mulher-Maravilha, em junho de 2017, deu um novo gás para a franquia comandada pela Warner. Com um ritmo mais dinâmico e uma história coerente, que exaltava a personagem e seu significado, tivemos a entrada de um formato mais coeso e eficiente, que influenciou em muito as mudanças vistas em Liga da Justiça, filme que estreia nesta quarta-feira (15) nos cinemas de todo o Brasil.


Seguindo os acontecimentos vistos em Batman Vs Superman, o filme é focado nos esforços para a formação de uma equipe de seres de grande poder, que precisam deter a investida de uma invasão alienígena orquestrada pelo vilão Lobo das Estepes. Caberá ao Homem-Morcego, ao lado da Mulher-Maravilha, recrutar os novatos Aquaman, Ciborgue e Flash para deter este novo vilão.


Mesmo com alguns problemas ainda aparentes na montagem, algumas cenas engessadas e um furo narrativo difícil de compreender, a obra entende a necessidade de valorizar os seus personagens e o entrosamento de equipe, saindo do formato impessoal que era característico das películas anteriores para uma verdadeira ode ao gênero dos super-heróis. Assim, o filme deixa bem à vontade um elenco que não decepciona em encarnar os maiores símbolos da DC Comics, ajudando com que a história não perca o seu ritmo e nem se torne enfadonha. Além disso, temos sequências de ação mais coerentes, entendendo o seu uso para agregar mais valor a obra e não ser apenas um exagero estético entediante.


Dirigido por Zack Snyder, com finalização de Joss Whedon após a saída do diretor por problemas pessoais, Liga da Justiça até carrega uma herança ruim dos seus antecessores, mas consegue ser um dos mais coerentes filmes do atual universo cinematográfico da DC/Warner. Talvez sem muitos destaques, o saldo consegue ser positivo e otimista para futuras obras relacionadas a esta franquia.